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A Lei Divina em Ação

A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.


Através de três histórias distintas, o Sr. Exu Caveira mostra três variações sobre um único tema: A Lei Divina da Causa e Efeito como motor para um fenômeno inexorável no Universo, a evolução. Assim, temos um agiota impiedoso com seus devedores que se vê como vítima, um médium mais preocupado com a ostentação do que com a caridade e um espírito devedor que, arrependido, aceitou encarnar com o corpo físico defeituoso para resgatar débitos passados com sua família.

Sou Exu

A história de José


Nada melhor que o próprio protagonista fazer um breve resumo sobre sua narração: "Sou um cavaleiro medieval que ficou perdido no tempo querendo vingança pela traição, por orgulho, por ser maltratado pela vida, forçado a trabalhos e torturado. (...) Cansado de sofrer, recebi ajuda, neguei. Mais tempo passou, mais ajuda veio e, aos poucos, fui aceitando e saindo da escuridão (...)"

A Gira

"Dai de graça, o que de graça recebeste". (Exu Tranca-Ruas)


Em A Gira, a entidade chefe de um terreiro de Umbanda, o Sr. Exú Tranca Rua das Almas, narra a dinâmica ocorrida em uma gira de esquerda. A partir dos trabalhadores espirituais desta linha, Exús e Pombagiras, são dados conselhos aos consulentes (que servem muito bem para nós), uma pequena palestra sobre a transição planetária (deixe o ter para ser), uma sessão de desobsessão e um belo presente dado, no final, a um dos assistidos.

Guardiões do Carma

A missão dos Exus em nossas vidas


Através de duas histórias, aparentemente, independentes, Pai João de Angola traz uma crítica contundente à soberba de espíritas em relação aos exus da Umbanda e a hipocrisia do meio espírita que te chama de irmão da boca para a fora, mas te julga de cima abaixo em seus pensamentos.

Marabô, o Guardião das Matas

Marabô é mojubá!


Marab-hô e Luci-yê-fér foram dois jovens extraordinários aos quais foram confiados os destinos de duas tribos na época da queda da Atlântida. O local não é explicitado, mas acredito que estas tribos eram aqui no Brasil.

O Guardião do Cemitério

Amor ou obsessão?


Na Bahia do Século XIX, Nestor era um filho que amava demais o pai (sentimento que também pode ser classificado como obsessão). "Amava" tanto que não acreditou quando lhe foi dito que ele havia morrido. Mesmo depois de tanto tempo (acho que mais de uma década), ainda não tinha se conformado. Como resultado, transformou não só a sua vida, mas também a de sua esposa, de seu filho mais velho e do padre de sua cidade num inferno até que seus atos o levaram ao desencarne e ao confinamento nas profundezas dos reinos trevosos.

Um Pacto na Escuridão

Você não os vê, mas eles estão por aí, protegendo-nos


Fiquei muito empolgado ao ler a sinopse na contracapa deste livro: "Nem sempre conseguimos perceber o auxílio da espiritualidade em nossa vida (...) [o livro] mostra como o plano espiritual tem um carinho especial por cada um de nós (...) Um livro que vai alcançar um importante entendimento em relação aos amados Guardiões (...)".

Diálogo com um Executor

Nunca acaba


Mário Ventura se considerava um cidadão de bem. Foi morto, segundo o seu ponto de vista, por culpa da negligência de um desqualificado. Na banda de lá, vagou por um bom tempo até encontrar alento num abrigo. Ele estava "lá", mas o seu pensamento continuava "aqui". Quando perdeu a paciência, resolveu fazer a sua justiça.

O Guardião dos Caminhos

Apesar das adversidades, mantenha-se firme em seu propósito



Há muito, muito tempo, a Terra era dividida em reinos e cada um contava com um Templo Ancestral. Selmi Laresh, foi entregue ainda criança aos cuidados dos mestres do Templo Cristalino da Luz Azul, dedicado à Fé, ao Amor e ao Conhecimento. Sob a tutela de Selmi Laribor, o grande Mago da Luz Cristalina, foi consagrado pelo sagrado Mehi Ogum Sete Lanças.

O Guardião da Meia-Noite

Depende única e exclusivamente de você


No Século XVII, o protagonista da história, chamado apenas de "Barão", é um homem de seu tempo: machista, vingativo e obcecado por cada vez mais poder e riquezas, com desprezo aos "seres inferiores" (índios e negros).

Aruanda

Não é o "Nosso Lar dos pretos velhos"


Este foi o meu primeiro livro de Robson Pinheiro e fui atraído pela minha ideia (errônea) de que Aruanda seria o equivalente a Novo Lar (do Chico Xavier), afinal, Aruanda é o nome da cidade espiritual onde se encontram as entidades que trabalham na Umbanda. No entanto, não há qualquer descrição da cidade espiritual, que raramente é citada. O foco do livro é no trabalho das falanges espirituais dos pretos velhos, dos caboclos e dos exus.

A Cabana de Pai Inácio

Os primórdios da Umbanda


Como continuação de A História de Pai Inácio (leia a resenha aqui), A Cabana de Pai Inácio narra como uma egrégora de espíritos "da banda de lá" auxilia os "do lado de cá", conterrâneos de Zélio de Moraes, a criarem e expandirem uma tenda umbandista no início do Século XX, quando a Umbanda ainda engatinhava no plano material.
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